A tremedeira do goleiro na hora de pôr a bola em jogo

106Quando o jogo era mais lento, o time se contentava em ter um bom goleiro entre as traves.  Depois de pegar a bola, bastava colocar os beques em ação para fazer a bola andar. Mas lançar uma bola para o ataque com exatidão tornou-se uma regra do futebol atual. O goleiro que pipocar dança.

Rogério Ceni, do São Paulo, é um bom exemplo de quem conversa com a bola o tempo todo. Agarra e chuta bem. Já se firmou até como exímio batedor de faltas. Ou seja, é talentoso com as mãos e com os pés. Dida, do Milan da Itália, apesar de ser perfeito para agarrar a bola, é mau exemplo de distribuidor de jogo. Ele treme na hora de lançar a bola.

No jogo de bilhar, se o cara ficar pensando muito sobre qual bola jogar e em qual caçapa atirar, é ruim, mas ainda passa. No futebol não tem tempo pra isso, e encaixar bem um lançamento, até com as mãos, é meio lance andado, senão azeda a jogada.

Dida pega bola como poucos, inclusive é um dos mais completos catadores de pênalti, o que exige sensibilidade especial, mas escorrega na saída de gol. Ele deve ter dado alguma titubeada no início da carreira que o marcou. Daí o medo. Para ser um grande goleiro, ele vai ter que dar atenção aos lançamentos, principalmente com os pés.

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