A cabeça do craque sob investigação

Garrincha comemora gol pela seleção brasileira

Garrincha comemora gol pela seleção brasileira

A cabeça do craque está sob investigação há 50 anos no Brasil. A primeira vez foi em 1958, quando a comissão técnica da seleção brasileira abriu vaga para o psicólogo João Carvalhaes verificar como andava funcionando a bola dos jogadores que iriam vestir a Amarelinha nos campos da Suécia.
         
De cara, Carvalhaes quis porque quis aplicar os psico-testes nos jogadores, entre os quais estavam Pelé, com 17 anos, e Mané Garrincha, com 25. Certo dia, Carvalhaes chamou Garrincha para o exame. Ao preencher a ficha no espaço destinado à profissão, o ponta pisou na bola: “Atreta”. Nos exercícios seguintes, não foi muito melhor, conseguindo 38 pontos em 123 possíveis. Em seu relatório, o psicólogo jogou duro: “instrução primária, inteligência abaixo da média e agressividade zero”.
        
No terceiro jogo de 58, contra a União Soviética, o gorducho técnico Vicente Feola colocou em campo os dois maiores jogadores do futebol brasileiro, Pelé e Garrincha, que nunca mais veriam a cor da bola se dependesse de Carvalhaes. Não só eles como outros sete titulares que haviam sido reprovados para o jogo pelo psicólogo.

O Brasil meteu 2 a 0 na União Soviética e abriu caminho para a conquista da sua primeira Copa do Mundo. Vitória da seleção, derrota da psicologia, expulsa de campo por muitas copas do mundo graças ao Carvalhaes. Foi o período em que a psicologia foi posta na geladeira no fuebol brasileoro.

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