A tropicada do apito

angulo3Se meter com apito de futebol não é fácil. Numa cutucada na memória sobre os momentos em que o apito se aquietou ou gritou na hora errada, vem lembranças curiosas. Em Copas do Mundo, por exemplo, na decisão entre Inglaterra e Alemanha, em 1966, em que os ingleses levantaram a taça, ele apareceu para anotar um gol da Inglaterra que não foi gol. E se manifestou de forma errada quando Diego Maradona fez o gol de mão no jogo contra a Inglaterra, em 1986, em que os argentinos foram campeões, e saiu comemorando como se a mão não fosse dele.

Agora, o gaúcho Simon está na berlinda como o cara que faz o apito gritar na hora de ficar quieto e de se aquietar no momento de fazer carnaval. E os jornais apimentam cada vez mais a história deste juiz que se prepara para sua terceira Copa do Mundo seguida. Na lista de mancadas cometidas pelo juiz, o que mais chama a atenção é o episódio do tropicão.

Aconteceu neste ano na primeira final do Campeonato Cearense. Na cara do gol, o atacante Edu Sales, do Ceará, invadiu a área e, opa!, deu uma tropicada e foi para o chão. Foi um mico do tamanho do estádio, e os torcedores do time nordestino não sabiam onde meter a cara. E o apito gritou.

Os torcedores imaginaram que Simon iria dar um desfecho educativo à lambança e dar uma dura no jogador pela trapalhada. Nada disso. O gaúcho apontou para a marca da cal. Pênalti. E o atacante do Ceará até hoje sonha com o apito salvador do gaúcho.

Se meter com apito é complicado.

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