Quero-quero, mascote do Brasil

Róbson, no CT Rei Pelé

Róbson,do Santos, é perseguido por quero-quero no CT Rei Pelé

Os times brasileiros já elegeram um elenco enorme de mascotes para trazer sorte a suas equipes. Geralmente entram no time como símbolos da garra, determinação e coragem. Os bichos geralmente são os escolhidos, mas podem também ser pessoas, qualquer coisa. Mas quem está pedindo lugar na escalação de um time há muito tempo é o quero-quero, esta ave que adora lugares amplos como os campos de futebol. Ali, nos dias sem jogo elas são umas santas.  

São leões, águias, galos, dragões, tigres, morcegos, hienas, urubus (burro não tem), dinossauros, abelhas africanas…Mas o quero-quero, esta ave que ganhou os holofotes pela última vez no jogo Curitiba e Palmeiras, no estádio Couto Pereira, nada.

Elas vão aos estádios geralmente no período de reprodução. E ficam ali, na moita, cuidando de seus filhotes. Mas quando percebem chuteiras e bolas por perto, é um deus nos acuda. Partem para cima dos jogadores como se fossem leões, tigres, dinossauros. O quero-quero pede espaço entre as mascotes. O futebol não pode viver só de leões e tigres. Chegou a vez do quero-quero, o verdadeiro campeão.

Grafite volta a brilhar e faz 3 gols na Alemanha

Grafite

Grafite

Grafite já tinha virado figurinha de álbum na Alemanha. Agora deve virar boneco depois dos 3 gols que fez hoje pelo Wolfsburg pela Liga dos Campeões da Europa. A vitória em casa por 3 a 1 sobre o CSKA Moscow  garantiu o primeiro resultado positivo de seu time no principal torneio europeu e deixou os alemães na liderança do grupo da competição.

O artilheiro do último campeonato alemão, companheiro de Josué, marcou duas vezes no primeiro tempo. O CSKA, que demitiu o técnico Zico na semana passada e deu lugar ao espanhol Juande Ramos, tentou reagir com um gol no segundo tempo, em que o atacante brasileiro Guilherme, ex-Cruzeiro, serviu o meia Alan Dzagoev.

Mas, na luta pelo empate dos moscovitas, o endiabrado Grafite voltou a atacar e fechou o placar aos 42min. O ex-são-paulino recebeu cruzamento na pequena área, dominou, girou sobre seu marcador e bateu no contrapé de Akinfeev, na Wolfsburg Arena.

Na outra partida do grupo B, o Manchester United foi a Istambul e conseguiu um triunfo suado sobre o Besiktas, dos brasileiros Rodrigo Tabata e Márcio ‘Mert’ Nobre. O volante Paul Scholes marcou o único gol do jogo.

Os novos técnicos

Vicente Feola, técnico que conquistou a primeira Copa do Mundo para o Brasil, na Suécia, em 1958, chegava a tirar uma soneca do banco enquanto seu time jogava. Não tinha problema algum. Sua equipe já estava organizada, principalmente pelos jogadores, que enxergavam, como hoje enxergam, se um jogador era melhor jogando no ataque do que na defesa.

Naquela primeira Copa do Mundo conquistada pela seleção brasileira, o que definiu o desempenho do time foi a retaguarda montada pela primeira vez pela comissão técnica, que, entre outras coisas, cuidou de ajeitar os dentes dos jogadores. Lá se foram cáries e dentes estragados, que permitiram que os atletas se alimentassem bem. O resto é conversa.

Os técnicos de hoje, que se apegaram muito a espelhos e dinheiro farto, acham que eles são as estrelas. Eles vivem o tempo dos holofotes. Na verdade, eles sabem que não são estrelas, mas fingem que são. Afinal, grande parte deles é formada por empresários do futebol. Não é à toa que os craques estão desaparecendo. Restam os pernetas 

Vicente Feola

Vicente Feola

 

Pelé

Pelé

seguidores de ordens, apesar de alguns talentos sobreviventes.

Dunga não é um adorador de espelhos. Poderia até tirar uma soneca no banco de vez em quando. Mas não fica bem ele tirar uma de Feola nos tempos de hoje. Feola, aliás, deve achar estranho tudo isso. Deve gargalhar no túmulo. Mas deve também se enfurecer muito.

Lusa: a novela

Leaozinho, mascote da Lusa
Lusa tropeça e perde para oVila Nova, a torcida berra nas arquibancadas, conselheiros invadem o vestiário e apontam o berro para os jogadores e comissão técnica, o técnico René Simões puxa o carro do Canindé, o estádio da Portuguesa é interditado.

Chega o novo técnico, Vágner Benazzi, acostumado a apagar incêndios e que já deu um jeito de impedir que a Lusa despencasse para a série C. O bombeiro é rápido. A Lusa venceu o Fortaleza por 1 a 0 fora de casa na sexta-feira. 

No capítulo anterior, a Lusa havia recebido o Vasco da Gama. A previsão era de festa para o encontro dos dois times da colônia portuguesa. Mas o pau quebrou. Fora de campo, visitantes reclamaram de pancadas da torcida adversária. Dentro de campo, três atletas da Lusa foram embora do campo antes do fim da festa, acusados de hostilidades. Um vascaíno também foi pro chuveiro por jogada violenta. Fim de festa.

Hoje tem novo capítulo da história desse time fundado em São Paulo em 1920. Mas é um capítulo menor. É apenas um jogo. Lusa e Figueirense vão entrar em campo no Arena Barueri. O Canindé, comprado em 1956, está fechado para reflexão.