Os novos técnicos

Vicente Feola, técnico que conquistou a primeira Copa do Mundo para o Brasil, na Suécia, em 1958, chegava a tirar uma soneca do banco enquanto seu time jogava. Não tinha problema algum. Sua equipe já estava organizada, principalmente pelos jogadores, que enxergavam, como hoje enxergam, se um jogador era melhor jogando no ataque do que na defesa.

Naquela primeira Copa do Mundo conquistada pela seleção brasileira, o que definiu o desempenho do time foi a retaguarda montada pela primeira vez pela comissão técnica, que, entre outras coisas, cuidou de ajeitar os dentes dos jogadores. Lá se foram cáries e dentes estragados, que permitiram que os atletas se alimentassem bem. O resto é conversa.

Os técnicos de hoje, que se apegaram muito a espelhos e dinheiro farto, acham que eles são as estrelas. Eles vivem o tempo dos holofotes. Na verdade, eles sabem que não são estrelas, mas fingem que são. Afinal, grande parte deles é formada por empresários do futebol. Não é à toa que os craques estão desaparecendo. Restam os pernetas 

Vicente Feola

Vicente Feola

 

Pelé

Pelé

seguidores de ordens, apesar de alguns talentos sobreviventes.

Dunga não é um adorador de espelhos. Poderia até tirar uma soneca no banco de vez em quando. Mas não fica bem ele tirar uma de Feola nos tempos de hoje. Feola, aliás, deve achar estranho tudo isso. Deve gargalhar no túmulo. Mas deve também se enfurecer muito.

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