O cartão vermelho amarelou

Jorge Luis mostra cartão para o juiz
André Luis mostra cartão para o juiz

O juiz chegava para o jogador e dizia: “Veja bem! Na próxima vez…”. Passado algum tempo, ele repetia: “Veja bem!”. No terceiro “veja bem”, a galera já desconfiava que a história poderia continuar até o final do jogo.

Em 1970, a FIFA resolveu dar um basta na conversa e introduziu os cartões no futebol: amarelo significava que o sujeito já estava na mira do árbitro; vermelho, que ele deveria tomar banho mais cedo.

O tempo passou, e o cartão foi adquirindo como que personalidade própria. Tirar a camisa na comemoração de um gol, por exemplo, deveria valer um cartão amarelo. E tirar o calção, valeria um vermelho? A maioria dos especialistas e comentaristas acha que sim.

Mas no último domingo, quando Vucinic ficou só de cueca na comemoração do gol na Itália, na partida em que seu time, a Roma, derrotou o Cagliari por 3 a 2 pelo Campeonato Italiano, o juiz achou que não. Parece que o cartão amarelou. O árbitro não conseguiu exibir o vermelho para o rapaz, que repôs o calção e ganhou só o amarelo.

Para o juiz, foi um desfecho melhor do que o ocorrido recentemente pela Copa Sul-Americana, em que André Luis, do Botafogo, recebeu o segundo cartão no jogo contra o Estudiantes, da Argentina. Inconformado, ele pegou o cartão antes de ser expulso e o levantou, como se estivesse punindo o árbitro. O jogo acabou empatado em 2 a 2, e o Botafogo foi eliminado da Copa Sul-Americana.

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