Primeira bola sintética experimenta gol de mão de Maradona

1986

1986

1958
1958
1935
1935

Os craques não querem muito saber como é a bola. Pensam: “se ela é ruim para meu time, é também para o time adversário”. Jogam até com coco. Mas se arregalavam quando a bola aparecia de cara nova a cada copa. Em 1986, no México, surgiu primeira bola inteiramente sintética usada numa copa do Mundo, a Azteca, nome do estádio em que seria decidida a competição. E os artistas tomaram os campos mexicanos naquela edição: Zico, Sócrates, Careca, Maradona, Platini…
O Brasil, comandado por Telê Santana, só não soube conversar direito com a tal da bola Azteca. Nas quartas-de-final, ainda invicto, o time emperrou diante da França. Além de ter perdido um pênalti no tempo regulamentar que fez a partida terminar em 1 a 1, exatamente com Zico, um dos caras que mais se entendia com a bola, caiu de vez na disputa de pênaltis, em que foi derrotado por 4 a 3.
Em outra partida das quartas-de-final entre Argentina e Inglaterra, a Azteca ficou totalmente confusa. Lançado para um cabeceio, Maradona meteu a mão na bola para fazer o seu segundo gol na vitória da Argentina por 2 a 1, infração não percebida pelo juiz. Habilidoso com os pés, o atual técnico da seleção Argentina declarou: “O gol foi com minha cabeça e a mão de Deus”. 
Na partida final, a Argentina seria campeã ao derrotar a Alemanha por 3 a 2. E a bola Azteca levou a culpa por ter sido usada por Maradona em um gol feito com a mão. Na copa seguinte, uma nova bola iria nascer pelas mãos dos especialistas da indústria de material esportivo. O capítulo da bola Azteca chegava ao fim.    

A final da copa foi vista por 652 milhões telespectadores de 166 países, audiência que bateu a chegada do homem à lua.

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