Elias admite escuridão na hora do gol

Comemoração corintiana - Edson Lopes Jr., Lance

Domingo, o Morumbi estava lotado para o jogo entre São Paulo e Corinthians. No gramado, desfilavam grandes sonhos de um campeonato que chegava perto do fim. Tensão. E as torcidas cerravam os olhos quando a bola ameaçava tirar uma onda diante de suas metas. Mas os jogadores juravam que mantinham os olhos bem abertos para fazer ou evitar o gol. Menos o volante corintiano, que preferiu admitir a escuridão assim que chegou diante de Rogério Ceni.

Elias poderia contar qualquer coisa sobre o momento em que, no final do primeiro tempo, recebeu um passe certeiro de Jucilei e se viu na cara da rede e do goleiro adversários. Mas ele não quis saber de conversa mole. Revelou depois que, frente à frente com o imprevisível, resolveu encher o pé de olhos fechados.

Elias poderia fazer uma firula de palavras, dizer que Ceni esperava uma bola por baixo e chutou por cima, que conhecia a forma de atuar do goleiro tricolor, que nunca perdera um gol naquelas circunstâncias. Mas nada. Foi direto ao assunto: ajeitou a bola, apagou a luz e encheu o pé.

Depois foi a vez de Dentinho fechar a vitória corintiana e colocar o time em segundo lugar na tabela do Brasileiro. Ao São Paulo, restou lamentar a aparição demolidora de Elias, que não fez questão de colorir um gol apenas feito  na hora certa.

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