A beleza da bola foi pro brejo?

Zico

Kaka

Dunga

Jogar feio ou bonito? Jogar no ataque ou na retranca? Esta seria uma questão difícil se não existisse a memória.

Nas vezes em que a seleção brasileira jogou claramente no ataque, ela venceu quatro vezes (1958, 1962, 1970 e 2002), bateu na trave em 1938 (terceiro lugar), em 1950 (segundo lugar), em 1954 (quinto lugar), 1974 ( quarto lugar), 1978 (terceiro lugar e única seleção invicta na copa), 1982 ( quinto lugar de um futebol exuberante), 1986 (quinto lugar) e 2006 (segundo lugar).

A única vez em que jogou e foi campeã fora de seu estilo claramente ofensivo foi em 1994. Mas aquela equipe tinha no ataque Bebeto e Romário, este no auge da carreira, além de Dunga e Jorginho, os homens que hoje estão dando ordens no banco e que querem uma seleção cautelosa, como a de 1994.

A ousadia e a surpresa dos dribles foram pro brejo?

Kaká recusa fortuna para sair do Milan

Kaká

Kaká

O atacante Kaká falou em bom italiano que não quer os R$338 milhões que o Manchester City ofereceu para que ele deixasse o Milan. Só iria para o City, time de Robinho, se o Milan quisesse. O time inglês, que tem entre seus negociadores Kia Joorabchian, ex-presidente da MSI, garante que o negócio está próximo a acontecer.

O Milan deve estar com coceira nas mãos. Afinal, o time italiano pagou R$ 24 milhões para tirar o jogador do São Paulo em 2003. O Mancheter City está oferecendo 14 vezes mais.

Kaká, escolhido o melhor jogador do mundo pela FIFA em duas oportunidades, diz que seu problema não é mais grana. O Milan, pelo jeito, não pensa da mesma maneira.