Nilmar entra em campo empurrado pelos pés de Bigode

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Quando Nilmar colocou o pé na bola na partida contra o time argentino Estudiantes, na decisão da Copa Sul Americana, vencida pelo Interncional, ele se lembrou de Bigode, auxiliar técnico do clube gaúcho que atua como amaciador das chuteiras do craque.

Desde que voltou ao time de Porto Alegre, Nilmar começou a caçar um sujeito que vestisse chuteiras 40, como ele. Sua intenção era fazer com que o cara desse um jeito de desgastar as chuteiras, como se faz com o motor de carros novos. E encontrou logo o homem: Marcus Vinícius Ganes Marchall, conhecido como Bigode.

Bigode toma ares de estrela nos campos de várzea da capital gaúcha quando faz as vezes de amaciador de chuteiras. É como se entrassem em campo pelo seu time dez jogadores mais as chuteiras de Nilmar. E os adversários seguem o roteiro: “marca fulano, marca sicrano, marca as chuteiras do Nilmar”.

Chuteiras zero bala não se encaixam no dicionário de goleadores como Nilmar. Os estufadores de rede não querem saber de chuteiras novas, bonitonas por fora, estranhas por dentro, querem as velhas, aquelas que entendem o chute, conversam com a bola.

Enfim, Bigode, de certa forma, esteve em campo nas duas partidas finais da Copa Sul-Americana – no primeiro, dia 26 de novembro, na Argentina, em que o time brasileiro venceu por 1 a 0, em gol de Alex, cobrando pênalti sofrido por Nilmar, e no dia três de dezembro, no Beira-Rio, quando o Colorado levantou a taça com o gol de Nilmar, na prorrogação, que terminou empatado  em 1 a 1. 

Pelo sufoco em Porto Alegre, quando o Inter perdia, certamente Bigode se valeu do expediente de trocar uma idéia com a bola por meio das velhas chuteiras. E a bola entendeu o recado.

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