Goleiro baixinho

Richard

Richard, goleiro do São Paulo que pegou três pênaltis na disputa de pênaltis contra o Santos e deu o título da Copa São Paulo para o tricolor, terminou o torneiro tachado como bom goleiro, mas baixinho. Como assim, cara-pálida?

Os especialistas dizem que hoje, para ser goleiro, a altura é fundamental. Juio César, 1,87 m, Inter de Milão, tomou o lugar de Dida na seleção brasileira. E Dida, Milan, bom pegador de pênaltis, como Richard, 1,83m, tem 1,95m. Emerson Leão, que jogou quatro Copas pelo Brasil,    tem 1,82m. É mais baixo que Richard. Como explicar essa história?

Agora é a hora dos gigantes ou é a hora dos baixinhos?

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O dia em que Sheslon virou Lucas

Sheslon

Embora para alguns o primeiro nome do menino parecesse estranho, a família concordou com a idéia da mãe de chamá-lo de Sheslon Lucas Lima Sant’Ana. E foi assim que o escrivão teve de escrever na certidão de nascimento. O tempo passou, Sheslon cresceu, chegou a 1,86m, tomou gosto pela bola e virou lateral-direito do Atlético Mineiro. Teve até festa na casa da família Sant’Ana.

As pessoas poderiam achar esquisito o nome do lateral do Galo, mas a situação não chegava nem aos pés da enfrentada pela mãe do volante Vampeta. O menino baiano, por ter fisionomia fora dos padrões, foi apelidado de Vampiro. Depois virou Capeta. Até que os amigos resolveram misturar os dois apelidos, e Marcos André Batista Santos ficou conhecido na sua vitoriosa carreira de futebolista como Vampeta. A família teve que se conformar.

Mas a vida do lateral do Galo começou a mudar com a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo ao Atlético Mineiro. Primeiro ele encasquetou com a posição de Sheslon. Ele achou que ele era muito alto para jogar na lateral. E colocou o atleta para treinar como sagüeiro. Depois, o professor entendeu que o segundo nome de Sheslon, Lucas, seria mais adequado para um jogador de futebol. Sheslon virou Lucas. Assim, o lateral, que virou zagueiro, passou a entender melhor o mundo do futebolista moderno.

Giovanni engrandece a Vila

Giovanni faz testes físicos

O velho e bom Giovanni, aos 37 anos, volta ao Santos pela terceira vez e promete ser o que Petkovic foi para o Flamengo, na conquista do Brasileiro em 2009. Meia de cabeça erguida, o que faz com que converse com a bola sem olhar pra ela, este paraense de Abaetetuba chegou para apagar a passagem pelo Peixe de final melancólico em 2005, a segunda da carreira, quando foi afastado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo sem grandes explicações.

O técnico Dorival Júnior vê com entusiasmo a volta do maior ídolo da torcida santista nos anos 90, quando conquistou o vice-campeonato brasileiro em 1995 e foi o artilheiro do Campeonato Paulista de 1996. Ao lado de Jamelli, Macedo e Gallo, Giovanni deu magia à equipe que chegou à final do Campeonato Brasileiro de 1995, após uma memorável vitória de 5 a 2 sobre o Fluminense

Depois da primeira passagem pelo Santos, o craque foi vendido para o Barcelona, onde  foi campeão espanhol ao lado de Rivaldo. Giovanni brilhou no Olympiacos, da Grécia, e deu sinais que queria voltar ao Brasil. Novamente no Santos, o meia mostrou a que veio na partida magistral contra o Corinthians, em 2005.

Mas o jogo foi anulado por causa de um escândalo na arbitragem que sacudiu  o Campeonato Brasileiro daquele ano. Na partida remarcada, depois de um pênalti duvidoso contra o Santos, Giovanni chutou a bola pra lua, perdeu por 3 a 2 e foi punido pelo STJD.

O que parecia um ano iluminado tornou-se um inferno. Em 2006 veio a dispensa esquisita e chegou ao fim o segundo ciclo pelo Santos.Giovanni viveu depois um período sonolento. Passou pelo Sport, jogou o Paulista 2009 pelo Mogi Mirim e voltou ao Peixe. Ele e Petkovic não querem ainda pendurar as chuteiras, e quem gosta de futebol torce pelos craques.